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Pesquisa

Pesquisa da UFTM aprovada pelo CNPq/ MCTIC desenvolve biossensor com funcionalidade potencializada pelo grafeno

Publicado: Quinta, 10 de Junho de 2021, 16h34

O projeto de pesquisa da UFTM “Desenvolvimento de imunossensores modificados com grafeno para eficiente detecção eletroquímica de leishmaniose visceral”,  financiado pelo CNPq e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações -  MCTIC, foi submetido à Chamada Pública do CNPq/ MCTIC/SEMPI nº 01/2020 - empreendimentos e soluções de base tecnológica na área de grafeno e teve a proposta recomendada para atendimento dentro dos recursos disponíveis para a 1° fase da chamada.

A Equipe Empreendedora do projeto é coordenada pela professora Renata Pereira Alves Balvedi, e o Grupo de Pesquisa em Sensores Eletroquímicos, Biossensores e Nanotecnologia da UFTM, relacionado, conta em colaboração de pesquisadores da UFMG e UFU.

A Chamada teve o objetivo de selecionar e apoiar propostas de pesquisa aplicada, desenvolvimento tecnológico e inovação que visam gerar empreendimentos e soluções de base tecnológica, tendo como principal objeto o grafeno. As propostas deveriam ainda visar a geração de Produto Mínimo Viável - MVP e modelo de negócio validado, devendo ser executadas por equipes empreendedoras ou startups em estágio inicial.

Segundo a professora Renata Balvedi, o grupo de pesquisa alcançou excelentes resultados em 2021 na detecção específica da leishmaniose visceral em pacientes assintomáticos. Vale ressaltar que as atividades com óxido de grafeno foram iniciadas em novembro de 2020, mas subsidiada por estudo iniciado em 2018 e publicado em 2020 na revista científica internacional MDPI na detecção em pacientes sintomáticos.

 

Do produto da pesquisa

Segundo os pesquisadores, as Doenças Tropicais Negligenciadas - DTNs são representadas por um grupo de diversas doenças transmissíveis prevalentes em aproximadamente 150 países tropicais e subtropicais e representam um grande obstáculo à saúde. Em território brasileiro é possível observar a presença de todas as doenças negligenciadas listadas pela Organização Mundial da Saúde - OMS, e o país detém um preocupante pódio de líder na América Latina e Caribe, nos índices de infecção por essas doenças, como: Doença de Chagas (25%), Leishmaniose Visceral (93%), Leishmaniose Cutânea (39%) Hanseníase (86%), Dengue (40%) e Esquistossomose (96%). O diagnóstico precoce, enfatizam, garante o tratamento eficaz e/ou proporciona qualidade de vida aos pacientes sintomáticos ou possivelmente assintomáticos.

Diante do contexto das patologias levantadas, a pesquisa atual desenvolveu um biossensor eletroquímico, modificado com grafeno, para detecção de Leishmaniose Visceral em pacientes sintomáticos e assintomáticos. A equipe criou o Produto Mínimo Viável - MVP, devidamente vinculado à Startup pré-incubada na UNITECNE, da Universidade de Uberaba, por meio de um contrato, que é denominado Leish Graph Sensor.

Ainda segundo a coordenadora da pesquisa, professora Renata, o biossensor é uma técnica de rápida execução, que requer pequena quantidade de amostra e apresenta excelente seletividade e especificidade para diversos alvos como antígenos, peptídeos miméticos, citocinas ou oligonucleotídeos específicos.  

“Ainda em 2021, almejamos incubar a Startup e fornecer o sensor aos hemocentros e laboratórios de análises clínicas. A validação norteará indicações diagnósticas, refinamento em triagens e/ou monitoramento epidemiológico em regiões endêmicas, as quais certamente irão se beneficiar com esse biossensor desenvolvido como produto e em breve disponível no mercado com aplicação para o Sistema Único de Saúde - SUS”, finalizou a professora.

Mais informações poderão ser obtidas pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

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