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Cultura

Grupo de Hip Hop da UFTM participa de evento do MEC sobre o Prouni e política de cotas

Publicado: Segunda, 06 de Abril de 2026, 09h21

 

Na última terça-feira (31), em São Paulo, o Ministério da Educação realizou o evento “MEC celebra marcos históricos do Prouni e da política de cotas”, que reuniu estudantes, educadores e movimentos sociais.

Uma caravana partiu de Uberaba e Uberlândia, composta por 22 artistas e arte-educadores. Integrantes do Movimento Hip-Hop, os participantes ocuparam o evento a partir de seus próprios caminhos, trajetórias e vivências, com vista a reafirmar que a educação também se constrói nas ruas, nos territórios e nas culturas periféricas.

Entre os participantes da UFTM, estavam o professor e historiador Ysaac Bhruno Soares Goulart, conhecido como Ysaac Rap, rapper e recém-graduado no curso de História; a professora Joana Eugênia Gonzaga Souza, pesquisadora na área de Arte Urbana e Arte-Educação, que recentemente defendeu sua dissertação de mestrado e Audrey Cristini Passos Silva, estudante do curso de Serviço Social, conhecida como Au(Drey), artista do graffiti. “Três trajetórias atravessadas pela arte, pela educação e pela periferia — que reafirmam, na prática, que esses espaços também nos pertencem, trajetórias que evidenciam a potência dessas políticas públicas que transformam vidas”, afirmou a docente Joana Eugênia.

O evento, que reuniu cerca de 15 mil pessoas, celebrou 21 anos do Prouni, 14 anos da política de cotas e uma década da formação da primeira turma de estudantes cotistas, “evidenciando como essas políticas têm transformado o perfil das universidades brasileiras. Mais do que números, trata-se de vidas atravessadas por oportunidades que, historicamente, foram negadas a grande parte da população”, destacou Joana.

Um dos anúncios mais simbólicos do encontro foi a criação da Escola Nacional do Hip-Hop (H2E), instituída pelo MEC como um programa educacional voltado às redes públicas de ensino. A iniciativa foi para reconhecer o Hip-Hop como potência pedagógica, articulando saberes acadêmicos e saberes populares e propondo sua inserção nos currículos, na formação de professores e nas práticas educativas. “Trata-se de um avanço histórico que legitima, em âmbito institucional, aquilo que os territórios periféricos já produzem há décadas: o hip-hop como linguagem de ensino, de denúncia, de criação e de transformação. Enquanto movimento, a presença da nação Hip-Hop nesse espaço simboliza mais do que participação: representa a ocupação de um território historicamente negado, agora atravessado por corpos, vozes e narrativas que resistem e reexistem. Trata-se de um encontro entre políticas públicas e práticas culturais que, há muito, já educam, formam e transformam. Nesse sentido, o Hip-Hop reafirma-se como linguagem e prática educativa, capaz de tensionar estruturas, produzir conhecimento e ampliar horizontes. Estar presente nesse espaço é também reconhecer que políticas como o Prouni e as cotas não apenas abrem portas, mas possibilitam que novos sujeitos acessem, permaneçam e transformem esses lugares a partir de suas próprias experiências. Seguimos - com o rap, com o graffiti, com a pesquisa, com a arte - ocupando, narrando e transformando”, concluiu a pesquisadora da UFTM.

 

Fonte: Joana Eugênia Gonzaga Souza

Foto: Joana Eugênia Gonzaga Souza

 

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Assunto(s): Hip Hop , MEC , Prouni , cotas
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