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Ranking

UFTM mantém posição de destaque nacional e segue entre as melhores do país e entre as 9,2% melhores instituições no mundo no ranking CWUR 2026

Publicado: Terça, 02 de Junho de 2026, 16h13

A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) figura na edição 2026 do Center for World University Rankings (CWUR) na 47ª posição nacional, a mesma de 2025, e entre as 9,2% melhores universidades do mundo, em um universo de mais de 21 mil instituições avaliadas. No recorte da América Latina e Caribe, a UFTM aparece na 97ª colocação.

No ranking mundial, a Universidade passou da posição 1.836 (2025) para 1.944 (2026), recuo que acompanha um movimento generalizado das universidades brasileiras: nesta edição, 45 das 52 instituições do país listadas perderam posições. O próprio CWUR atribui o fenômeno à perda de competitividade relativa da ciência nacional frente a sistemas com maior volume de investimento, e não a uma queda de qualidade das instituições brasileiras.

É importante esclarecer como o ranking é calculado e a pontuação do CWUR é normalizada (escala de 0 a 100, em que a primeira colocada do mundo recebe 100). A pontuação da UFTM oscilou apenas 0,6 ponto ao longo de sete anos (de 66,2 em 2019 a 66,4 em 2026), o que significa que pequenas variações de pontuação produzem grandes saltos de posição quando milhares de instituições estão concentradas em uma faixa muito estreita. Em outras palavras: nessa faixa tão concentrada, a posição é hipersensível, uma variação mínima de pontuação, seja da UFTM, seja das das demais universidades avaliadas, já vale dezenas ou centenas de lugares. Logo, um recuo expressivo no ranking não corresponde, necessariamente, a uma piora de desempenho.

O CWUR avalia sete indicadores, sendo que quatro deles dependem de pesquisa (volume, qualidade, influência e citações da produção científica) e respondem por 40% da nota. Os demais, qualidade do ensino, empregabilidade e corpo docente premiado, são medidos por prêmios internacionais de altíssimo prestígio e por executivos de grandes corporações globais. A empregabilidade, por exemplo, é calculada pelo número de ex-alunos que ocupam a presidência (CEO) das duas mil maiores empresas de capital aberto do mundo (lista Forbes Global 2000), proporcionalmente ao tamanho da instituição. Por esse critério, praticamente nenhuma universidade pública brasileira de porte médio pontua, esses indicadores aparecem como “não disponíveis” para a UFTM. Na prática, a posição da UFTM no CWUR é definida quase inteiramente pela pesquisa. Uma clara limitação deste método é que não avalia a empregabilidade local, regional e nacional, lócus principais de atuação dos nossos egressos. Por exemplo, em algumas áreas nossos licenciados ocupam mais da metade das vagas em concurso da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais, o que mostra o impacto da instituição na formação de professores de alta qualidade e sua empregabilidade. Outra possibilidade seria verificar a atuação dos egressos nas áreas da saúde e engenharias. A esse respeito, temos um dos Hospitais de Clínicas de referência nacional e grande impacto na saúde do Triângulo Sul de Minas Gerais, cujos atendimentos melhoram a qualidade de vida da população e salvam muitas vidas. Nossas engenharias e agronomia formam estudantes para as empresas da Região Sudeste e Centro-Oeste, tendo se destacado em competições nacionais, portanto, reafirmam a missão da UFTM de transformar a sociedade com formação de recursos humanos de alta qualidade, inovação e produção de conhecimento de relevância.

Entenda: o que a “edição 2026” realmente mede

Apesar do nome, a edição 2026 não utiliza dados do ano corrente. O CWUR analisa a produção científica de uma janela de dez anos, encerrada dois anos antes, ou seja, de 2015 até 2024. É como uma fotografia da trajetória científica da última década, e não um retrato do ano corrente.

Essa defasagem de dois anos é proposital e comum a todos os grandes rankings: um artigo recém-publicado precisa de tempo para ser indexado nas bases internacionais e, sobretudo, para receber citações. Por isso o ranking, divulgado no meio de 2026, trabalha com dados já consolidados até 2024.

Há duas implicações diretas. (1) A posição de 2026 traduz uma década inteira de produção científica, não o desempenho de um único ano. (2) Por causa dessa defasagem, os esforços feitos hoje levam de, no mínimo, dois a três anos para começar a aparecer no ranking e seguem amadurecendo na década seguinte. E a medição ocorreu justamente no período de retorno da pandemia do Covid-19, que impactou consideravelmente a pesquisa e o ensino das instituições brasileiras.

Vale registrar que essa produção mais recente, justamente a que alimentará as próximas edições, já pode ser acompanhada de forma transparente e a comunidade acadêmica está trabalhando para ampliar seu histórico legado. A Plataforma Capivara (capivara.uftm.edu.br), ferramenta institucional que funciona também como observatório da pesquisa da UFTM, mostra que a produção de artigos científicos da Universidade cresceu no último ano. É um indicativo concreto de que um esforço que ainda não se reflete no ranking, pela defasagem de dois anos, já está em curso.

A UFTM entende os rankings como instrumentos úteis, porém parciais, sobretudo por não levarem em conta a importância e os impactos sociais regionais. Eles não capturam dimensões centrais da missão de uma universidade pública brasileira: a formação e a inserção profissional de seus egressos no contexto brasileiro, o impacto social e regional, a extensão, a inclusão e a contribuição para políticas públicas e para o Sistema Único de Saúde e para os Sistemas Educacionais.Nossa UFTM tanto avançou que, em 2025, o Recredenciamento Institucional (realizado pelo INEP) saltou de nota 3 para nota 5, conceito máximo definido pelo órgão.

Alinhada a referenciais internacionais de avaliação responsável da pesquisa, como a Declaração de São Francisco (DORA) e a iniciativa More Than Our Rank (“somos mais do que nossa posição”), a Universidade reafirma seu compromisso de fortalecer continuamente sua pesquisa (com ênfase em colaboração internacional, ciência aberta e qualidade da produção), sem subordinar sua missão a critérios de classificação que refletem apenas parte do que uma universidade entrega à sociedade.

De qualquer forma, estar entre as 2.000 melhores universidades avaliadas em um universo de mais de 21.000, e entre as 100 melhores instituições da América Latina, é um feito a ser comemorado ainda mais quando os critérios não medem o impacto regional da UFTM. Ademais, a posição no ranking nacional é correspondente ao seu tamanho frente às demais instituições, considerando a 34ª posição dentre as federais e a 47º entre todas no cenário nacional. Seguiremos com nossa missão, formando profissionais altamente qualificados, atuando para o desenvolvimento da comunidade regional e produzindo conhecimento de relevância.

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